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Alfabetização e Letramento

Em palavras simples de serem entendidas, preciso colocar aqui algumas coisas aos pais que estão trabalhando MontessoriT21 ou estão estudando para alfabetizarem seus filhos em casa.

Também uma informação importante aos professores.

A alfabetização da criança, adolescente ou adultos com Síndrome de Down não pode depender de alguns pontos que na maioria dos casos nessa deficiência implica em não funcionamento correto.

Os pontos a cerca desse assunto estão abaixo citados:

Muito se fala sobre morfologia, sintaxe, fonologia, mas é bem provável que poucos conheçam suas reais características. Pois bem, ao estabelecermos familiaridade com os fatos que norteiam a língua, todos eles prescritos por uma infinidade de gramáticas, umas mais complexas, outras nem tanto, constatamos que estes são dotados de certa complexidade.

Cabe dizer também que estas gramáticas optam por estudá-los de maneira separada, tendo em vista os traços que os demarcam. Razão pela qual as gramáticas são divididas em partes específicas.

Até mesmo em se tratando dos ambientes de sala de aula, vale mencionar que os educadores não têm essa preocupação em repassar tal aspecto ao aluno, razão pela qual ele apenas apreende acerca dos conteúdos e não sabe distinguir a que divisão pertencem. Em virtude de tal ocorrência, no intuito de nortearmos nosso conhecimento no que diz respeito a esse assunto, o artigo em pauta tem por finalidade ressaltar algumas características pertinentes, apontando sobre essas divisões os respectivos traços que as delineiam. Observemos, pois:

Fonologia – Tem por objetivo estudar acerca dos fonemas ou sons da língua e as sílabas formadas por tais fonemas. Nesse ínterim, estão presentes aspectos relacionados à ortografia, à ortoepia (estudo da articulação e pronúncia dos vocábulos) e à prosódia (estudo da acentuação tônica dos vocábulos).

Morfologia – Compreende o estudo das palavras e os elementos que as constituem. São atribuídos a esse conjunto de informações: a análise da estrutura, a formação e os mecanismos de flexão referentes às palavras. Assim sendo, fica a cargo da morfologia apontar acerca de todos os aspectos relativos aos substantivos, adjetivos, advérbios, pronomes, conjunções, enfim, todas as chamadas classes de palavras.

Sintaxe – A sintaxe, por sua vez, tem como foco principal a análise estrutural dos termos que compõem as orações e os períodos, tendo em vista as relações que se estabelecem entre estes. Compreende, portanto, o estudo dos termos essenciais da oração (sujeito e predicado), termos integrantes desta (complementos verbais, complemento nominal e agente da passiva) e os termos acessórios (adjunto adnominal, adjunto adverbial, aposto e vocativo).

Pois bem minha gente, acontece que esses 3 pontos estão parcialmente prejudicados ou totalmente prejudicados na Síndrome de Down, onde nesse sentido se faz necessário ensinar, alfabetizar, letrar a pessoa mesmo com esses prejuízos.

Portanto, se fosse apenas seguir a sequência padrão de algum método, não teríamos tantas pessoas com T21 analfabetos ou analfabetos funcionais.

É muito mais complicado do que parece, por isso é necessário não apenas conhecer um método, um material, e dizer, ok, com o Down é a mesma coisa.

Não, Não é !

Precisamos de adaptações, nos casos moderados a severos.

Precisamos avaliar a criança, suas deficiências, penetração da Síndrome, Oralidade, Autonomia, desenvolvimento cognitivo, para saber como trabalhar essa criança e adaptar método + material à realidade de sua deficiência.

Dizer que ok, é igual, poderá frustrar os pais e principalmente prejudicar uma criança que jamais será alfabetizada pq já se tentou de tudo e não se conseguiu, e daí, na última tentativa com fé e esperança, a mãe se depara com uma informação errada e novamente descobre que no seu último suspiro também não funcionou e a criança perde a oportunidade de ser alfabetizada, de ter um desenvolvimento melhor e de ter a oportunidade de uma vida mais feliz, pq a alfabetização na pessoa com T21 é uma porta enorme de possibilidades de conhecimento de mundo e de possibilidades de trabalho!

Na dúvida, não custa pensar em perguntar para quem conhece um pouco mais? Temos grandes profissionais q conhecem e sabem lidar com essa deficiência, só não diga que ok, é igual, pq de verdade, não é na maioria dos casos.

Para testar isso que estou falando, é bem fácil, comece com 10 crianças, alfabetize 5 e siga na carreira, por pelo menos 5 anos, alfabetizando Down e Down + autistas, e depois comece a dizer, se é igual ou não.

Isso não é um texto para alguém, isso é um texto para a sociedade, mas para todos os pais e educadores que estão realmente interessados em conhecer esses aspectos.

Simone Galvão de França

Montessori T21




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